O câncer de mama pode ser silencioso, mas a detecção precoce muda completamente o rumo da história. Conheça as fases da doença, saiba quando e como fazer seus exames, e descubra por que agir rápido faz toda a diferença para o tratamento e para sua vida.

Fatores de Risco

Existem alguns fatores de risco de câncer de mama que todas as mulheres compartilham, mas a mulher pode também apresentar riscos específicos para ela.

Riscos que todas as mulheres compartilham

• Idade - quanto mais velha é uma mulher, mais tempo tem ela fica exposta aos erros acumulados em seus genes. Genes com muitos erros podem fazer com que as células cresçam rapidamente, sem controle e, com o tempo, isso pode levar ao câncer.

• Se ela tem um histórico familiar - a maioria dos casos de câncer de mama não é resultado do histórico familiar. Mas ter vários parentes próximos com câncer de mama, ovário ou próstata pode aumentar o risco. Se você está preocupada com sua história familiar, fale com seu médico para orientação.

• Se ela tem filhos - as mulheres que tiveram filhos mais jovens e as que têm mais filhos correm menos risco de desenvolver câncer de mama.

• Se ela amamentou - as mulheres que amamentaram por 6 meses ou mais têm um risco menor do que as mulheres que não amamentaram.

Riscos específicos para cada mulher

Peso - manter um peso saudável pode ajudar a diminuir o risco de câncer de mama

Álcool - beber menos álcool reduz o risco de câncer de mama.

Atividade física - ser fisicamente ativo pode ajudar a reduzir o risco.

Terapia de reposição hormonal (TRH) - A TRH é um tratamento eficaz para os sintomas da menopausa, mas também aumenta o risco de câncer de mama quando utilizada por mais de 5 anos. Fale com seu médico para determinar qual é a melhor abordagem para você.

Tomar contraceptivos orais (a pílula) - a pílula aumenta ligeiramente o risco de câncer de mama, mas reduz o risco de câncer de ovário e de endométrio. CONSIDERAÇÕES: a pílula anticoncepcional traz outros benefícios como prevenir uma gestação indesejada, aliviar alguns sintomas da TPM – então fale com seu médico para compreender os riscos e benefícios do uso da medicação.

Os homens também podem ter câncer de mama, no entanto, contabilizam por 1% dos casos. Portanto 99% dos casos de câncer de mama ocorrem em mulheres.

Quais são os sinais sintomas do câncer de mama?

Os sinais e sintomas do câncer podem variar, e algumas mulheres que têm câncer podem não apresentar nenhum destes sinais e sintomas. De qualquer maneira, é recomendável que a mulher conheça suas mamas, e saiba reconhecer alterações para poder alertar o médico.

A melhor época do mês para que a mulher que ainda menstrua avalie as próprias mamas para procurar alterações é alguns dias após a menstruação, quando as mamas estão menos inchadas. Para as mulheres que já passaram a menopausa, este autoexame pode ser feito em qualquer época do mês.

Qualquer alteração que você venha a observar comunique imediatamente ao seu médico, mesmo que elas tenham aparecido pouco tempo depois da última mamografia que você realizou ou do exame clínico das mamas feito pelo profissional de saúde.

O câncer de mama pode apresentar vários sinais e sintomas, como:

•    Nódulo único endurecido.
•    Irritação ou abaulamento de uma parte da mama.
•    Inchaço de toda ou parte de uma mama (mesmo que não se sinta um nódulo).
•    Edema (inchaço) da pele.
•    Eritema (vermelhidão) na pele.
•    Inversão do mamilo.
•    Sensação de massa ou nódulo em uma das mamas.
•    Sensação de nódulo aumentado na axila.
•    Espessamento ou retração da pele ou do mamilo.
•    Secreção sanguinolenta ou serosa pelos mamilos.
•    Inchaço do braço.
•    Dor na mama ou mamilo.

Vale a pena lembrar que na grande maioria dos casos, a vermelhidão, inchaço na pele e mesmo o aumento de tamanho dos gânglios axilares representam inflamação ou infecção (mastite, por exemplo), especialmente se acompanhados de dor.

Mas como existe uma forma rara de câncer de mama que se manifesta como inflamação, estes achados devem ser relatados ao médico da mesma maneira, e a mulher deve passar por um exame clínico, obrigatoriamente.

Apesar da importância do diagnóstico precoce para aumentar e melhorar as chances de cura de sobrevida para as mulheres com câncer de mama, muitos casos ainda são diagnosticados em estágio avançado ou metastático, quando o tumor já se espalhou para outros órgãos. Nesses casos, os sinais e sintomas, além dos descritos acima, podem variar de acordo com a área afetada pelo avanço do câncer. Quando em metástase, o câncer de mama em geral atinge os ossos, fígado, pulmões ou cérebro.

• Seja tão teimosa quanto seu sintoma. Não ache que você está desperdiçando o tempo do seu médico. Se seus sintomas não desaparecerem, agende outra visita. Seu médico vai querer saber.

• Seja precisa. Não deixe de falar das alterações por pensar que elas sejam como "parte de ficar
mais velha" ou assumir que elas estejam ligadas a outra condição de saúde que você pode ter - mencioná-las ao seu médico.

• Seja aberta. Diga ao seu médico qualquer coisa que não seja normal para você, mesmo que não
pareça importante ou não seja a principal razão pela qual você marcou a consulta. Alguns sintomas podem ser difíceis de falar, mas não há nada para se envergonhar: somos todos humanos!

• Esteja preparada. Pense em como descrever as alterações e quanto tempo você já as percebeu.

• É a sua saúde, por isso não tenha medo de fazer perguntas!

Exames de Rastreamento ou Diagnósticos

O diagnóstico de câncer de mama somente pode ser estabelecido mediante uma biópsia de área
suspeita que seja analisada por um patologista e laudada como sendo um câncer.

A realização desta biópsia, no entanto, somente ocorre em face de alguma alteração suspeita,
seja no exame físico, seja na mamografia.

Quando a paciente ou o médico encontram alterações no exame físico, são solicitados exames adicionais como mamografia, ou ultrassom das mamas.

Além disso, mulheres sem alterações ao exame clínico das mamas podem ter alterações detectadas
na mamografia de rotina, que deve ser realizada em todas as mulheres a partir dos 40 anos de idade.

O rastreamento assim como a investigação diagnóstica de um nódulo palpável é feita com base
na mamografia. Não há idade limite para a realização de mamografia de rastreamento, sendo que
o bom senso dita que quando uma mulher tiver uma expectativa de vida curta, não faz mais sentido rastrear o câncer de mama.

No entanto, para uma mulher na qual seja palpável um nódulo, não existe limite de idade para
a mamografia de investigação.

O ultrassom das mamas pode servir como complemento à mamografia, pois ajuda a diferenciar cistos
de nódulos.

A ressonância magnética é recomendada para o rastreamento apenas em populações de alto risco,
como pacientes com uma história familiar confirmada ou suspeita, pacientes sabidamente predispostas geneticamente ao câncer ou pacientes que já tiveram um primeiro câncer de mama.

Nas pacientes com alto risco definido com base em história familiar ou genética, a recomendação
é iniciar o rastreamento aos 30 anos de idade. Mamografia, ultrassom e ressonância magnética podem
ser laudados com referência a uma classificação denominada Bi-RADS. A tabela abaixo indica
o significado e a conduta em cada caso, com base no Bi-RADS:

Quando a mamografia ou ultrassom encontram alterações suspeitas, é recomendada uma biópsia.

Em casos em que não há alterações na mama, mas sim presença de linfonodo (gânglio) aumentado na axila
pode ser feita uma punção com agulha fina, com agulha grossa ou mesmo excisão cirúrgica do gânglio.

O médico patologista que analisa o material da biópsia deve idealmente conhecer os dados clínicos e a suspeita diagnóstica, e necessita de alguns dias para estabelecer o resultado diagnóstico, em função do processamento adequado do material, e da necessidade de se usar determinadas técnicas laboratoriais para este fim.

Atualmente não basta dizer que se trata de câncer de mama, pois existem diversos tipos e dentro destes, diversas características tumorais, que podem determinar de maneira distinta desde o planejamento da cirurgia,
até o da quimioterapia e radioterapia ou outras terapias.

Estadiamento ao Diagnóstico

Quando a mamografia ou ultrassom encontram alterações suspeitas, é recomendada uma biópsia.

Em casos em que não há alterações na mama, mas sim presença de linfonodo (gânglio) aumentado na axila pode ser feita uma punção com agulha fina, com agulha grossa ou mesmo excisão cirúrgica do gânglio.

O médico patologista que analisa o material da biópsia deve idealmente conhecer os dados clínicos e a suspeita diagnóstica, e necessita de alguns dias para estabelecer o resultado diagnóstico, em função do processamento adequado do material, e da necessidade de se usar determinadas técnicas laboratoriais para este fim.

Atualmente não basta dizer que se trata de câncer de mama, pois existem diversos tipos e dentro destes, diversas características tumorais, que podem determinar de maneira distinta desde o planejamento da cirurgia, até o da quimioterapia e radioterapia ou outras terapias.

Você acabou de receber um diagnóstico de câncer de mama. É natural sentir medo, insegurança e até mesmo confusão. Respire fundo. Câncer não é uma sentença. Hoje, a medicina avançou muito, e milhares de mulheres passam por essa experiência e seguem vivendo bem após o tratamento. Uma dica: Informação e apoio são fundamentais para atravessar essa fase!

Tipos de câncer de mama

A maioria dos cânceres de mama são carcinomas, ou seja, tumores que começam nas células que revestem
os ductos mamários (os canais por onde passa o leite) ou os lóbulos (as glândulas que produzem o leite).
Dentro dessa categoria, os mais comuns são os adenocarcinomas.

In situ x invasivo

O câncer de mama pode ser classificado de acordo com sua capacidade de se espalhar.

• In situ: significa que o tumor está limitado ao ducto mamário e ainda não invadiu o restante da mama.

• Invasivo (ou infiltrante): quando as células cancerígenas ultrapassam o ducto ou o lóbulo e passam
a invadir o tecido mamário vizinho.

Principais tipos • Carcinoma ductal in situ (DCIS): também chamado de carcinoma intraductal, é considerado
não invasivo ou pré-invasivo.

• Carcinoma ductal invasivo: o mais comum, responsável por 70 a 80% dos casos.

• Carcinoma lobular invasivo: tem origem nos lóbulos produtores de leite.

Tipos especiais de câncer invasivo

Alguns tumores têm características próprias que influenciam no tratamento e no prognóstico:

• Câncer de mama triplo negativo: representa cerca de 15% dos casos. É mais agressivo, pois não responde à hormonioterapia nem a medicamentos que atuam sobre a proteína HER2.

• Câncer de mama inflamatório: raro (1 a 5% dos casos), bloqueia vasos linfáticos da pele da mama,
que passa a parecer avermelhada e inchada, como se estivesse inflamada.

Outros tipos mais raros

• Doença de Paget: começa nos ductos e atinge a pele do mamilo e da aréola.
Representa de 1 a 3% dos casos.

• Angiossarcoma: tumor raro que se inicia nos vasos sanguíneos ou linfáticos da mama.
Pode estar associado a radioterapia prévia.

• Tumor filoide: geralmente benigno, mas pode apresentar características malignas.
Surge no tecido conjuntivo da mama, e não nos ductos ou lóbulos.

O que significa estadiamento?

Após o diagnóstico, os médicos determinam o estágio do câncer, ou seja, até onde a doença
se espalhou. Isso é feito avaliando o tamanho do tumor, se há comprometimento de linfonodos (gânglios)
e se existem metástases em outras partes do corpo.

• Estágio 0: tumores não invasivos.
• Estágio I a III: doença localizada ou regional, podendo envolver gânglios.
• Estágio IV: quando há metástases em órgãos distantes.

Saber o estágio ajuda a escolher o tratamento mais adequado e também a entender as chances de sucesso.

O tratamento é sempre individualizado, definido de acordo com o tipo e o estágio da doença. Em geral,
envolve uma ou mais das seguintes abordagens: • Cirurgia: pode ser conservadora (retirando apenas o tumor e parte do tecido ao redor) ou uma
mastectomia, que remove a mama total ou parcialmente. Muitas vezes, há a possibilidade de reconstrução imediata ou tardia.

• Radioterapia: indicada após a cirurgia em vários casos, ajuda a eliminar células residuais e reduzir
o risco de recidiva.

• Quimioterapia: usa medicamentos para destruir células cancerígenas. Pode ser feita antes da cirurgia
(para reduzir o tumor) ou depois (para diminuir risco de retorno).

• Hormonioterapia: utilizada quando o tumor é sensível aos hormônios femininos, bloqueando
ou reduzindo sua ação.

• Terapias-alvo e imunoterapia: atuam em características específicas das células tumorais
e são opções muito eficazes em determinados casos.

O cuidado geralmente é conduzido por uma equipe multiprofissional, incluindo médicos, enfermeiros,
psicólogos, nutricionistas e fisioterapeutas, para garantir um tratamento integral.

Direitos da paciente com câncer de mama

Receber um diagnóstico de câncer de mama não envolve apenas o tratamento médico: existem direitos garantidos por lei que podem fazer diferença nessa jornada. Conhecer esses direitos ajuda a reduzir a sobrecarga emocional, financeira e prática que muitas mulheres enfrentam.

1. Acesso rápido ao diagnóstico e tratamento

• Lei dos 30 dias (Lei nº 13.896/2019): garante que, em caso de suspeita de câncer, o exame para confirmação diagnóstica (como a biópsia) seja realizado no prazo máximo de 30 dias pelo SUS.

• Lei dos 60 dias (Lei nº 12.732/2012): determina que o início do tratamento (cirurgia, quimioterapia ou radioterapia) ocorra em até 60 dias após a confirmação do diagnóstico.

2. Reconstrução mamária

• Lei nº 9.656/1998 (planos de saúde) e Lei nº 12.802/2013 (SUS) garantem o direito
à reconstrução mamária imediata ou tardia, quando indicada.

3. Benefícios trabalhistas e previdenciários

• Auxílio-doença e aposentadoria por invalidez, concedidos pelo INSS quando a paciente fica incapacitada para o trabalho.

• Direito de sacar o FGTS e o PIS/PASEP mediante comprovação do diagnóstico.

• Isenção do Imposto de Renda sobre aposentadorias, pensões e reformas.

4. Benefícios fiscais e de mobilidade

• Isenção de impostos (IPI, ICMS, IPVA) na compra de veículos adaptados, em casos de sequelas
ou limitações físicas após o tratamento.

Em alguns municípios, há ainda benefícios adicionais, como isenção de IPTU ou isenção de rodízio
de veículos.

5. Tratamento fora do domicílio (TFD)

O SUS garante transporte, hospedagem e alimentação quando o tratamento não está disponível
na cidade de origem da paciente (Portaria SAS/MS nº 55/1999).

6. Outros direitos importantes

• Atendimento multidisciplinar: assegurado pela Portaria nº 874/2013 do Ministério da Saúde, que institui a Política Nacional para Prevenção e Controle do Câncer, prevendo equipe formada por médicos, psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas e outros profissionais.

• Segunda opinião médica: direito previsto no Código de Ética Médica (Resolução CFM nº 2.217/2018, art. 59), que garante ao paciente acesso às informações sobre diagnóstico e tratamento, e liberdade para consultar outro profissional.

• Prioridade em processos judiciais: garantida pela Lei nº 12.008/2009, que assegura tramitação prioritária para pessoas com doenças graves, incluindo o câncer.

Canais de apoio

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